Nas últimas semanas, Elena vinha sentindo um cansaço incomum. Como uma arquiteta paisagista ativa, que costumava passar horas coordenando as novas estufas botânicas da propriedade, aquela súbita perda de energia chamou a atenção de Bruce. O corpo adaptável e a mente aprimorada de Bruce eram hiper-atentos a qualquer mudança na esposa; ele notava as pequenas flutuações em sua temperatura e os batimentos cardíacos dela ligeiramente mais rápidos quando estavam abraçados.
Por insistência dele, a divisão médica particular da Arasaka foi acionada para realizar exames completos no laboratório residencial da mansão.
Naquela noite, Bruce e Elena aguardavam no consultório particular quando o médico-chefe da corporação entrou na sala. O homem segurava um tablet de dados biogênicos com uma expressão de absoluto espanto e reverência.
— Sr. e Sra. Arasaka... os resultados estão prontos — o médico começou, ajustando os óculos. — A Sra. Elena está perfeitamente saudável, mas a oscilação hormonal tem um motivo muito claro. Parabéns, vocês estão grávidos.
Elena levou a mão à boca, com os olhos verdes brilhando instantaneamente com lágrimas de alegria. Bruce abriu um sorriso largo, envolvendo a esposa em seus braços fortes de 1,89m.
— Mas há algo incomum, senhor — o médico continuou, virando a tela holográfica para o casal. O exame de ultrassom detalhava a divisão celular. — Devido à genética altamente aprimorada e adaptável do Sr. Bruce, houve uma fertilização múltipla perfeitamente estável. Sra. Elena... não é apenas um bebê. A senhora está grávida de trigêmeos.
O silêncio na sala foi preenchido pelo som dos corações de Bruce e Elena batendo em sincronia. Três novos bebês. Uma expansão monumental para a família.
No entanto, no mesmo instante em que o choque da notícia passou, Elena olhou para Bruce. Havia uma sombra sutil de preocupação em seus olhos verdes, o puro instinto de uma mãe que adotou e protegeu seus filhos com unhas e dentes nos últimos seis anos.
— Bruce... — Elena sussurrou, segurando a mão dele com firmeza. — O Leo e o Lucas... Eles construíram a vida deles aqui sabendo que são os nossos herdeiros, os nossos meninos. Eu não quero, de forma alguma, que eles sintam que a chegada dos bebês biológicos muda o que eles significam para nós. Eles são nossos filhos tanto quanto os que estão aqui dentro.
Bruce se ajoelhou diante de Elena, ficando na altura dos olhos dela. Seus olhos azuis profundos carregavam a certeza inabalável de um líder e de um pai. Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, o polegar acariciando sua bochecha.
— Elena, olhe para mim — Bruce disse, sua voz grossa ecoando com uma autoridade mansa e absoluta. — Nada no universo muda o que o Leo e o Lucas são para nós. Eles foram os primeiros a me ensinar o que é o amor de um pai. Eles são o sangue da nossa alma, os primeiros herdeiros da Arasaka. O nosso amor por eles não tem limites, e a chegada dos irmãos deles só vai estender o tamanho do império que os cinco vão governar juntos no futuro. Nós somos uma família indestrutível.
Elena sorriu, sentindo um alívio gigante lavar sua alma. Ela sabia que a palavra de Bruce era uma rocha.
