(Essa parte talvez seje um pouco chata para alguns já que vou falar de alguns acontecimentos de antes do Kaio chegar, mas acreditem vai ser importante. E desculpe o atraso, trabalho tá corrido aqui.)
Pouco depois deu acordar Cali também acordou, como esperado. Imaginei que ela seria a primeira, por causa do quanto ela estava se movendo durante o sono. Seje lá com oque ela estivesse sonhando, era algo que ela realmente não gostava.
No tempo que o senhor Bern levou para voltar, o único que ainda estava dormindo (sem nenhuma surpresa) era o Mav. Ainda roncando e ocasionalmente cosando a barriga.
Anna até considerou que nos tirássemos a coberta de cima dele pra ver se ele acordava de uma vez, mas eu disse que não tinha problema deixar ele dormir. Todos nos tínhamos praticamente desmaiado depois da luta e precisavamos de todo descanso possível.
Ainda mais se, como o planejando antes, fôssemos diretamente ao suposto segundo andar.
–Anna acha mesmo que é uma boa ideia continuar?. Não acha que seria melhor ir ver como estão as coisas na sua casa? – Max perguntou.
Talvez alguns pudessem achar que era uma desula para ao continuar, mas era sim uma preocupação legítima. Mesmo que não tenhamos visto o fato de ainda estarmos usando a cabana perto do rio já era um indicativo óbvio doque havia acontecido com o grupo que o Barão enviou.
Posso ser lento, mas não sou burro pra entender esse tipo de dica social.
Com outro grupo financiado por ele, novamente com magos, tendo sido completamente (ou quase completamente) perdidos. Enquanto o nosso grupo composto de aldeões, mercenários, e integrantes de um circo itinerante estava quase ileso em comparação (perdas ainda assim foram inevitáveis), não era difícil ver oque o Barão iria fazer pra tentar equilibrar as próprias contas.
Se ele sabia que Anna, herdeira do comerciante que devia a ele, estava com o grupo que sobreviveu a luta com os goblins, eu não sabia dizer.
Mas se ele souber, concerteza usara isso como justificativa para envolver até os nobres maiores e família real nessa bagunça. E isso não é algo que ninguém queira ver.
–..... Vamos esperar até todos os líderes estejam prontos, depois eu e o Connor vamos verificar o estado das coisas. Se não estiverem muito ruins, continuamos. – ela disse depois de pensar. – Pelo menos para ter uma ideia de como esse novo andar será, não saindo muito da "área segura" depois da entrada, apenas verificar o.... Ar, do lugar.
Ela acrescentou pouco depois, eu dei um suspiro de alívio interno. Não gosto nada da ideia de explorar um novo lugar sem preparação, muito menos quando ainda estou esgotado por uma caçada.
Podemos ter dormido pór horas mas isso so nos recuperou fisicamente. O desgaste mental de lutar por horas, a noite, com pouca luminosidade, e ainda constantemente olhar por cima do ombro pra garantir que não viria um ataque furtivo por trás (fosse dos goblins ou dos cavaleiros do Barão) continuava e não duvido que todos, sobretudo Anna, sentiam isso.
–Acho que é melhor decisão, mas ainda assim um de nós deveria voltar para avisar da possibilidade de alguma coisa acontecer. Ou pedir que alguém dos outros grupos avise as nossas famílias. – Mav disse depois de tomar um pouco de sopa, era uma sopa normal sem nenhum ingrediente da Provação. Mas ainda assim ajudava a disfarçar a fome e dava nutrientes.
–Concordo, sem contar que ainda tenho que avisar o templo sobre os bonecos de carne que os goblins são capazes de fazer. – Cali disse com a expressão mais sóbria que já vi ela fazer.
–ESP- Cali, você sabe oque eles vão fazer se souberem disso, não só os negócios da minha família vai ser afetados como a aldeia do Connor também!!.
–EU SEI!!! Mas não posso deixar isso em branco, você sabe bem disso Anna. – Cali disse tanto irritada quanto, acho que pela primeira vez desde que a conheci, com um forte tom de vulnerabilidade e até medo na voz.
Obviamente eu não sei doque ela estava falando mas Ana sim, imediatamente substituindo o rosto surpreso e irritado, por um de pena, culpa e desculpas.
–Eu, eu sei Cali, é so-
–Tudi bem, eu sei também.
Bom eu não sabia, e pelo jeito nem Mav, mas mesmo não sabendo eu tinha uma ideia doque elas estavam falando. E honestamente, não gostava de nenhuma das possibilidades.
Deixando isso de lado todos voltamos a comer a sopa que o senhor Bern tinha trazido. Era bem rica, caldo de porco com alguns pedaços, cenouras, feijão, batatas e cebola, bem do tipo que uma estalagem teria. Com a diferença das ervas medicinais no meio, elas davam um amargor diferente para sopa mas não exatamente ruim so.... diferente.
Nem o cheiro da sopa foi o suficiente pra acordar o Max, na hora lembrei da primeira vez que trouxe ela aqui e o Max tinha sido um dos primeiros a entrar na cozinha quando a Cali tinha feito o coelho com molho de frutas vermelhas da Provação.
Pelo que eu pude ver, eu não fui o único que pesou nisso, tanto Mav quanto Anna também estavam sorrindo olhando de leve para Cali e Max. Ela por sua vez comia a sopa com uma leve careta.
Não pelo que ela e a Anna tinham falado mas pela sopa mesmo, mesmo estando mais afastado euntenhobcertz que conseguia ouvir ela murmurasncoisas como 'Ponto de cozimento não muito bom' ou 'faltou sal na cura da carne' etc.
Eu olhava essa cena e não pude deixar de sorrir comigo mesmo, dessa vez tínhamos conseguido, tínhamos vencido e eu podia aproveitar oque viria depôs com meus amigos sem problemas...
Bom, não muitos problema eu espero.
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POV 3 pessoa
Longe de onde a masmorra de Kaio e a aldeia de Connor ficavam, existia uma grande cidade, grande mesmo.
Uma das únicas do reino, se não do continente, com uma população que chegava há mais de meio milhão facilmente. Concorrendo com a capital em prosperidade, saúde e segurança.
Essa cidade se chamava Caiavas. Lá existia um nobre, queesmo boa nascendo com tantas vantagens quanto outros nobres ainda alcançou o topo por seu próprio mérito a partir de uma pequena família.
Mesmo que sua família fosse de barões, isso era apenas no papel. Eles eram, nominalmente, os senhores de uma cidade pequena quase na fronteira do reino. Mas na realidade, a única terra que sua familia realmente disponha era apenas uma casa, apenas um pouco melhor que a de um plebeu com mais renda.
Vendo como as coisas estavam, seu líder recém empossado aos 15 anos, apostou todo dinheiro que a família ainda estava em si mesmo. Comprando uma armadura barata, uma espada "boa", e uma pequena comitiva de mercenários e foi para uma das varia batalhas que sempre aconteciam no reino.
Isso não era nada incomum. O jeito mais fácil para um nobre conseguir renome era, é, e sempre será através de guerra.
Essa história do cabeça de uma família da pequena nobreza indo para a guerra em busca de dinheiro e glória, não era novidade. E também não seria novidade se ele acabasse morto a qualquer instante. Fosse por um dos inimigos do reino, fosse por algum mercenário mais gancioso que não estava muito afim de se arriscar.
Mas obviamente não foi isso que aconteceu, ele não só sobreviveu como também prosperou, muito.
Depois de apenas 1 ano ele havia conseguido avançar com a guerra, e estabelecido diversos pontos de controle no território inimigo, além de ter descoberto uma rota mais segura para comerciantes, que mesmo com seu ctinhente limitado poderia se protegido e vigiado com facilidade.
Só com o "pedágio" dessa rota ele não só conseguir pagar totalmente seus mercenários, como também consegui integra-los em uma ordem de cavaleiros semi oficial. Com mitos sendo ex-calaricos ou cavaleiros plenos que foram expulsos de suas ordens, por manobras políticas ou por se sentirem inadequados, a oragnizacaone a disciplina não era um grande probelma.
O problema era a inveja que ele atraia tanto pela capacidade marcial, estratégica e comercial, não foram poucas as vezes que nobres se juntarem a para fazer esse pequeno barão "conhecer o seu lugar", e foram ainda mais os que se arrependam pouco depois.
3 anos após ele estabelecer a rota, e consolidar sua cidade natal como um dos pontos proncipais da mesma. Agora com um capital costantale firmimente sobre seu controle, esse nobre passou a melhorar a situação de seu baronato. Tanto no quesito estrutural (organização e formação das cidades) quanto de saúde e segurança, e ainda usando a espada quando necessário.
E em mais 3 anos oque antes era um baronato na borda do reino virou quase da noite para o dia um dos pontos centrais da economia e embaixa politica, garantindo assim um nível excepcional de segurança para a cidade. Nunca abaixar a espada foi uma das melhores decisões que ssennobre poderia ter feito, pois em uma das bahades ele acabou salvando 2 membros da família rela por puro acaso.
