Cherreads

A Submerged Cherry Blossom.

Ana_Paula_Sena
7
chs / week
The average realized release rate over the past 30 days is 7 chs / week.
--
NOT RATINGS
385
Views
Synopsis
... Durante um ataque de akuma, Marinette é atingida e sua alma é transportada para o corpo de uma versão alternativa de si mesma em outra dimensão. Ela logo descobriu que sua outra versão desta dimensão vivia em uma cobertura luxuosa, tinha um closet que era o sonho de consumo de qualquer garota e uma conta bancária que quase a fez ter um ataque cardíaco. Marinette estava incrivelmente invejosa da vida de sua contra parte, até ela descobrir de onde vinha tudo isso, por meio de uma mensagem de texto em uma manhã. [Estou voltando para casa hoje à noite.] Marinette leu a mensagem com atenção, o nome do contato era um pequeno emoji de passarinho e a foto de perfil era um gato preto, achando que poderia ser um de seus amigos, ela responde: [Quer que eu prepare alguma coisa?] A mensagem de resposta quase fez Marinette ter um aneurisma. [Use o conjunto de lingerie preta que lhe dei de presente.]
VIEW MORE

Chapter 1 - 1-Marinette Dupain-Cheng

...

[Estou voltando para casa hoje à noite.]

...

[Use o conjunto de lingerie preta que lhe dei de presente.]

Que porra é essa!? Lingerie?

As mãos de Marinette tremeram, que demônios de mensagem eram esses? Ela acidentalmente estava respondendo algum maluco que a Marinette desse mundo tinha como perseguidora?

Um arrepio de medo tomou conta de seu corpo.

Ela não deveria ter mexido no celular de sua contraparte, agora ela nem poderia fingir que não viu essa mensagem, pior ainda, ela não fazia ideia de quem era o maluco. Antes que você pudesse refletir corretamente, ela digitou uma resposta.

[Quem é?]

A ansiedade estava se formando rapidamente, seu estômago estava embrulhado e sua mente corria por possíveis cenários sombrios.

Talvez ele fosse um psicopata como aquele assassino do filme Ghost Face e estivesse espionando Marinette de algum lugar da casa, enquanto mandava mensagem para que ela lentamente perdesse a cabeça e então a mataria.

Marinette olhou ao redor do Loft, o medo se infiltrando lentamente em sua percepção outrora maravilhada do local.

O lugar era grande demais para apenas uma pessoa habitar, mesmo que tivesse espaço para que ela fizesse um estúdio para seus trabalhos de moda, ainda assim ela tinha um ateliê a poucos quadras de distância. Antes, não parecia um grande problema, mas agora a questão veio à superfície de sua mente, por que ela não tinha um ateliê no loft?

Sua conta bancária pessoal tinha mais dinheiro do que a conta de sua empresa, mas como isso era possível?

Ding! Ding!

A atenção de Marinette foi redirecionada para o celular.

[Ainda está com raiva, Omri?]

Omri? O que é Omri? Essa pessoa tinha o número errado?

O aviso a inundou, a pessoa deve ter errado o número de telefone e tinha a impressão de que ela era essa pessoa, Omri. Antes que Marinette pudesse mandar uma mensagem explicando que o rapaz estava mandando mensagens para o número errado, ela recebeu mais duas notificações.

[Peço perdão, querida. ]

[Esse presente é o suficiente para que eu permita dividir a cama com você?]

Um presente? Que presente?

Ding!

Outra notificação chamou a atenção de Marinette, seu banco estava informando que uma descrição de... Meu deus! 

Marinette sentiu seu coração disparar, sua boca se entreabriu em choque, seu corpo parecia estar perdendo as forças. O comprovante de transferência em seu celular poderia ser a causa do seu infarto possível, o valor de 3.000.000 milhões a faria sentir seu corpo fraco.

Por que esse valor tinha sido depositado em sua conta? Ela não tinha nenhuma encomenda e nenhum de seus projetos tinha sido avaliado neste valor, então de onde vinha esse dinheiro? Foi um erro? Tinha depositado na conta errada?

Suas mãos trêmulas quase deixaram o celular cair, por sorte ela conseguiu pegá-lo, Marinette clicou no comprovante procurando as informações de transferência, a instituição que tinha transferido se chamava Wayne Enterprises. Ela nunca tinha ouvido falar dessa empresa, lendo o nome pela segunda vez, Marinette fechou o aplicativo do banco e foi para o Google, a internet sempre foi o amigo fofoqueiro perfeito quando você precisava descobrir alguma coisa e nesse momento, ela queria descobrir que empresa era essa.

"A Wayne Enterprises é um conglomerado multinacional, propriedade de Bruce Wayne, focando em tecnologia, ciência e filantropia, com subsidiárias diversas e sede na Torre Wayne, sendo gerida por Lucius Fox e participando como uma das maiores potências econômicas..."

Quanto mais ela lia, mas chocada Marinette se sentiu. Por que um conglomerado iria transferir 3 milhões de dólares para ela? E nem mesmo foi para sua empresa de moda, foi para sua conta pessoal!

Ding!

O som da notificação chamou sua atenção, clicando na mensagem ela foi removida para o aplicativo de bate-papo.

[3.000.000 milhões são suficientes, querida?]

[Se por um valor insuficiente, posso triplicar o valor e ainda importar as cedas chinesas que você estava querendo.]

Um suspiro trêmulo deixou seus lábios, essa cara tinha acabado de dar dinheiro à ela? Isso... isso era a mesma verdade?

Ding! Ding! Ding!

A notificação chamou sua atenção, ela estava com medo de ver as mensagens, quem era essa pessoa que poderia simplesmente transferir 3 milhões como se fosse trocado de bolso? 

[Marinette?]

[Omri, você está bem? Há algo de errado?]

[Estou saindo do aeroporto, chegando em casa em alguns minutos.]

O coração de Marinette disparou quando terminou de ler a última mensagem, como assim ele chegaria em alguns minutos? Meu Deus, ela tinha que fugir o quanto antes, essa pessoa estava atrás de Marinette Dupain-Cheng erroneamente, a mulher que ele procurava estava desaparecida - provavelmente, presa na dimensão onde Scarabella e Chat Noir estavam - e agora, Marinette teria que arcar com as consequências das escolhas de sua contraparte. Não, ela não ficaria aqui e sofreria nas mãos desse homem rico.

A determinação preencheu seu corpo, ela rapidamente falou do sofá onde outrora descansava descuidadamente, isso parecia um tempo longo, agora que havia alguém que a procurava com interesses depravados, a calma anterior se dissipou em uma repulsa venenosa.

Um arrepio de não percorrer seu corpo, como sua contraparte poderia aceitar ter esse tipo de relacionamento com alguém por puro benefício monetário? Isso não era diferente de se prostituir.

Um lampejo de clareza alcançou Marinette, um pensamento perturbador.

E... E se, ela realmente era uma prostituta? Isso explicaria todas as coisas que Marinette tinha visto durante sua estadia nesta dimensão, o dinheiro, o loft, o ateliê, o carro, as roupas e as joias, tudo era absurdamente caro, coisas que ela não conseguiria pagar mesmo que trabalhasse a vida toda, e sua contraparte tinha tudo aqui, mas não parecia ter um império de moda como Marinette tinha imaginado anteriormente e agora, isso parecia nunca ter passado pela mente de sua contraparte.

Oh Deus, isso poderia ser verdade, ela não poderia permanecer aqui, se o homem era um cliente - até o pensamento disso a enojava - ele estava procurando os serviços da outra Marinette, a mesma que possivelmente estava presa em outra dimensão - ela iria começar a rezar para que sua contraparte não visse necessidade em procurar clientes enquanto estava em seu corpo - sendo assim, ela não poderia servi-lo e ele não acreditaria em sua história mesmo que ela explicasse a situação, garantindo que ela estava dispensando-o, ele poderia ficar furioso e machuca-la.

Ele poderia ser perigoso...

Ela tinha que sair daqui e rápido. 

Correndo para as escadas, Marinette só conseguiu pensar a quem poderia recorrer para pedir abrigo assim que saísse daqui, ela não poderia ficar no ateliê. Se o cara relatou a existência do Loft, ele já deveria saber que ela tinha um ateliê por perto e seria fácil encontrá-la, ela teria que ir mais longe, algum lugar que ele não cogitaria em procurá-la.

Chegando em seu quarto, Marinette correu em direção ao armário e encontrou uma das malas que ela havia visto, puxando-o imediatamente para o centro da sala, ela rapidamente abriu a mala e começou a colocar roupas dentro, tentando colocar o máximo possível. Ela precisava levar o carregador do celular e os documentos pessoais antes de sair, e então ela lembrou que seus documentos estavam no cofre do escritório, no andar de baixo, xingando mentalmente sua contraparte. Marinette correu para fora do quarto com a intenção de recuperar os documentos o quanto antes, ela estava quase na escada quando uma saudação rompeu o silêncio do loft.

- Omri, estou em casa! - A saudação a assustou fazendo-a perder o equilíbrio, seu pé torceu em um ângulo anormal que a fez sentir uma dor lancinante subir por sua panturrilha. Seu corpo pareceu perder o peso momentaneamente, então sua costela e quadril colidiram contra as superfícies dos degraus da escada, seu corpo rolou os degraus, parando somente quando chegou ao chão do primeiro andar. -Marinete!

A voz masculina parecia alarmada, passos pesados ​​​​se aproximavam de onde ela se encontrava, a visão dela estava meio embaçada - a cabeça dela deveria ter colidido com um dos degraus - e a dor começou a florescer por todo o seu corpo, mãos ásperas tocaram seu rosto e ombro, ela foi movida profundamente para que ficasse deitada de costas, ela só conseguiu ver uma mancha rosada pairando acima dela, a escuridão manchando as bordas de sua visão.

Ela parecia estar mergulhada no fundo da água, ela já não conseguia ouvir nada e suas ocorrências ocorrem cada vez mais pesadas.

Então ela fechou os olhos completamente e a escuridão tomou conta.

...

 Bip! Bip! Bip!

 O barulho foi a primeira coisa que ela viu quando sua consciência retornou, ela se forçou a abrir os olhos e a visão que a saudou foi a de um quarto escuro, possivelmente de uma clínica particular. Ela estava conectada a uma máquina que monitorava seus danos cardíacos, seu corpo não estava doendo, mas ela conseguiu ver que sua cartilagem estava enfaixada.

Um suspiro deixou seus lábios, ela estava hospitalizada por ser desastrada o suficiente para cair da escada durante sua preparação para uma fuga. Isso era ridículo, agora ela estava em uma clínica em algum lugar e provavelmente, foi transportada pelo homem que tinha entrado no loft.

Ela deveria sentir gratidão, o homem foi gentil e claramente veio ao seu auxílio no momento em que ela havia caído, mas o sentimento de repulsa não pôde ser dissipado. Ela se sentiu imunda quando lembrou que sua contraparte escolheu seguir uma vida de acompanhante , eles tinham os mesmos pais e ainda assim ela se desviou e se tornou uma pessoa sem caráter ou orgulho próprio, confiando em seu corpo para conseguir tudo o que poderia querer.

Ela poderia sentir o vômito subir em sua garganta, a simples ideia de vender seu corpo em troca de dinheiro para deixá-la doente, como alguém que era o reflexo dela sequer pensar em fazer uma coisa dessas? Vozes altas chamaram sua atenção, parecia que alguém estava falando do lado de fora da porta de seu quarto.

- ... Foi uma queda feia... O tornozelo foi imobilizado...

- ... Ela tem uma concussão, o médico disse que poderia levá-la para casa....

Como vozes não eram familiares, ela estava quase rezando para que fossem os médicos ou residentes fofoqueiros, ela não sabia como reagiria se uma pessoa do outro lado fosse o homem de quem ela estava querendo fugir.

- Com licença, estou aqui para verificar o paciente. - Uma voz feminina interrompeu a interação entre os dois, isso os calou e ouve o som de passos de se afastar. A porta se abriu e uma enfermeira de cabelos ruivos entrou, o uniforme azul padrão do hospital desvalorizava a beleza natural da garota. - Boa noite, Sra. Dupain-Cheng.

-Boa noite. - A saudação saiu fraca, seus olhos ainda buscavam uma silhueta no corredor. A enfermeira desenhou um sorriso, fechando a porta atrás de si, ela se moveu do leito e começou a fazer anotações em sua prancheta.

- Não precisa ficar ansioso. - A ruiva tranquilizou, enquanto continuava suas anotações. Isso fez Marinette olhar para o rosto da ruiva, os olhos azuis da mulher eram calorosos e gentis. - O Sr. Wayne recebeu um telefonema, mas voltará para o quarto a qualquer momento, o secretário dele está organizando o resto da papelada para que a senhorita possa ter alta.

A mente de Marinette tinha entrado em curto circuito, quem estava fazendo o quê? Sr. Wayne? Wayne não era o nome daquela empresa que tinha transferido 3 milhões para ela?

- Você sabe onde está meu celular? - Uma indagação saiu de seus lábios antes que você percebesse.

A enfermeira não parecia surpresa com a pergunta, a ruiva levou-se na direção a uma cômoda do quarto e retira de uma das gavetas o conjunto eletrônico e entregou-lhe em suas mãos.

- Não use por muito tempo, a senhorita ainda tem que descansar. - A enfermeira informou e se retirou do quarto.

Marinette ficou olhando para o aparelho por um tempo, antes de desbloqueá-lo e voltar a aba de sua última pesquisa

 "A Wayne Enterprises é um conglomerado multinacional, propriedade de Bruce Wayne..."

Bruce Wayne... Esse era o Sr. Wayne para quem a ruiva se referia? Ele era o patrocinador de sua contraparte? Com as mãos trêmulas ela digitou o nome de Bruce Wayne na barra de pesquisas.

 "Bruce Wayne é um bilionário, playboy e filantropo que pratica uma vasta gama de atos filantrópicos por meio da Fundação Wayne (Wayne Foundation) e das Empresas Wayne (Wayne Enterprises)..."

Bilionário... Isso explicou a transferência do dinheiro, provavelmente era apenas dinheiro de bolso para ele, meu deus... Como sua contraparte conseguiu se envolver com uma figura dessas? Isso parecia surreal, e quanto mais Marinette ficou mais horrorizada ela ficou.

Bruce Wayne aparentemente era uma mais velha e menos cruel de Chloé Bourgeois, ostentava festas absurdamente glamurosas e gastava seu dinheiro como se fosse água, sem falar em sua confiança de conquistador em série, havia um grupo de mais de 40 modelos que afirmavam terem sido acompanhantes de Bruce Wayne e que ele tinha uma fama de pantera merecida. Isso fez com que seu corpo arrepiasse de desgosto, aparentemente ela foi uma das muitas conquistas de Wayne, isso é um ano.

Verificando algumas biografias de Wayne, Marinette se deparou com uma informação que a fez ficar em choque.

 " A aguardada Gala Wayne ocorrerá no dia 19 de Fevereiro, em comemoração ao sexagésimo aniversário de Bruce Wayne... "

Marinette quase vomitou quando leu o artigo, o homem que estava dormindo com sua contraparte era um velho de 60 anos, havia uma diferença de idade de 26 anos entre Marinette e ele. Sua contraparte era maluca? Ela realmente estava disposta a deixar um velho pôr as mãos nela em troca de dinheiro? Como ela tinha caído tão baixo? Isso... isso... 

Ela nem sabia o que dizer, as ações de sua contraparte simplesmente a deixaram sem palavras.

Procurando na internet, Marinette finalmente conseguiu encontrar uma foto de Bruce Wayne, uma foto da última gala em que o homem tinha presença marcada.

Ele era um senhor robusto, com um rosto bonito, mas envelhecido pelos anos e possuía os olhos azuis mais claros do que os de Marinette, era um senhor que fora muito bonito na juventude e envelheceu bem. Mas ainda assim, ela não sentiu nenhum apelo, ela não conseguiu entender como ele poderia olhar para alguém que teria idade para ser sua filha e... e....

Ela não conseguiu nem formular uma frase.

Ela se sentia doente - e não era por causa de sua perna - sua mente não conseguia compreender a línea de raciocínio da outra Marinette e isso estava fazendo-a se sentir frustrada. Por que? Ela queria saber a razão, por que ela cederia e seguiria esse caminho?

Buscaria uma dinâmica... tinha um termo em inglês para isso, era... Um suspiro deixou seus lábios.

Por que ela se voluntariaria para ser um Sugarbaby? Ter um Sugardady era a sua única opção?

- Marinette? - Batidas na porta chamaram sua atenção, uma voz masculina chamando por ela. - Posso entrar?

Ela não reconhecia a voz, mas não poderia continuar barrando a entrada de ninguém no quarto.

- Pode entrar. - Marinette permitiu, esperando que não fosse o Sr. Wayne que estivesse do outro lado da porta.

A porta foi aberta e um homem entrou.

Marinette sentiu com se não conseguisse respirar, o homem era lindo - como uma pintura de um deus -, ele tinha cabelos pretos como ébano e os olhos mais verdes e afiados que ela já tinha visto, emoldurados por um rosto afiado e uma pele bronzeada que faziam suas características ainda mais proeminentes, ele era alto e robusto, com ombros largos que estavam fazendo Marinette salivar, tudo coberto por roupas pretas. O homem era um colírio para os olhos; e ela tinha estudado com um modelo de primeira linha no colegial, mas mesmo Adrien admitiria que esse homem era impressionante, mesmo que seu guarda-roupa se resumisse a roupas pretas.

- Como está se sentindo? - O moreno indagou enquanto se aproximava da cama, sentando-se do lado direito da cama de Marinette. O moreno estendeu a mão e tocou a bochecha de Marinette com delicadeza, o sangue da morena subiu diretamente para suas bochechas tornando-as vermelhas cerejas. - Marinette?

- Desculpe. - Marinette murmurou desviando os olhos para as mãos em seu colo. - Mas quem é você?

Isso pareceu surpreender o moreno, fazendo-o deixar de tocá-la, Marinette olhou para o rapaz e pôde ver como sua expressão parecia espantada.

- Me diz que isso é uma brincadeira. - O moreno murmurou. Marinette piscou confusa, sem saber o que responder a ele. - Me chamo Damian. Espere aqui, vou chamar o médico.

O moreno se declarou e saiu do quarto rapidamente em busca de um membro da equipe. E assim, Marinette se viu sozinha pela segunda vez, com o coração palpitando feito uma panela cheia de pipoca e as bochechas vermelhas como tomates.

...