O mundo vive em harmonia forçada através da Symphony, uma rede neural que conecta cidadãos por meio de frequências vibracionais. Para o governo, a paz tem um som. Para William, a paz é uma tortura.
William é o "Dissonante Negro". Ele não possui uma melodia; ele é uma tempestade de ruído puro. Sua simples presença em uma sala faz lâmpadas estourarem e sistemas digitais colapsarem. Por anos, ele foi mantido em uma redoma de vácuo, isolado da humanidade para que suas vibrações não destruíssem a "Sinfonia" perfeita da sociedade. Ele é o monstro que o mundo aprendeu a temer: o homem que desintegra tudo o que tenta amar.
Est é a perfeição fria do Estado. Um "Vácuo" — um agente de elite nascido sem nenhuma frequência rítmica, o que o torna imune aos efeitos devastadores dos Dissonantes. Est não sente música, não sente harmonia e, por design, não sente empatia. Ele é o executor silencioso enviado para a cela de isolamento com uma única missão: apagar a frequência de William permanentemente.
No entanto, quando Est entra na câmara de contenção, o caos de William não o repele. Pela primeira vez em décadas, os espasmos de dor de William cessaram. O toque de Est funciona como um aterramento elétrico; na ausência de som de Est, o ruído de William finalmente encontra o repouso.
Em um choque de realidade, Est — que viveu toda a vida em um deserto sensorial — ouve a primeira nota musical de sua existência vinda diretamente do coração daquele que ele deveria matar.
Agora, eles são o maior perigo para a Symphony. Se o mundo descobrir que o caos de William pode ser dominado pelo vazio de Est, a ciência do destino cairá por terra. Caçados pelas mesmas forças que os criaram, eles iniciam uma fuga desesperada onde a sobrevivência depende de uma proximidade perigosa. Mas há um aviso no sistema: se as frequências de um Dissonante e um Vácuo se fundirem completamente através do amor, eles não apenas silenciaram o governo — eles podem apagar o som de todos os corações da Terra.
No fim, o que é mais perigoso: o barulho que tudo destrói ou o silêncio que finalmente nos faz sentir?
Por que essa versão é a definitiva:
A Fragilidade de William: O contraste de um homem grande e poderoso (William) sendo vulnerável ao toque de alguém menor e "vazio" (Est) cria uma química instantânea e profunda.
O Despertar de Est: Est passa de uma ferramenta sem emoção para alguém que "descobre a música" através da pessoa mais improvável do mundo.
O Toque como Salvação: A tensão física é constante, pois William só encontra paz quando está tocando ou perto de Est.
"No mundo inteiro, todos buscam sua melodia. Mas eu só encontrei a paz no seu silêncio."
