Capítulo 1: esse é o meu mundo!
" Ninguém vive igual a você, e você não vive igual aos outros, viver é uma escolha! Existem caminhos para todos viverem iguais, mas ninguém quer isso não é? ... "
Um jornal estava caindo ao chão de madeira, um pequeno raio de luz revela um parágrafo do texto.
*existem várias doenças no mundo, muitas delas não tem cura ou tratamento, trazidas da natureza, da ação do homem , de um parasita ou do clima, através dos anos deve se imaginar que finalmente a humanidade traga respostas de como combatê-las, porém elas também fazem parte da vida, todos nós em algum momento teremos doenças!
Em um espaço pouco iluminado um barulho se propagava, como se alguém estivesse se arrastando.
O vento frio perambula por uma pequena vila, as casas eram de palha, barro e madeira, aquele lugar havia pessoas com roupas grossas como causas mantos longos e brancos e cada um tinha uma marca escura em formato de cobra, uma mulher corria desesperada até uma casa meio diferente, As paredes eram de barro, o teto de madeira e forrado com palha, com uma tinta preta e amarelo tanto dentro quanto por fora do lugar. A mulher não parou , adentrou a casa ofegante, as pessoas sussurravam entre elas...
- coitada! O filho está muito doente, isso deve ser difícil pra ela!
- se fosse eu faria o mesmo.
- eu não! Imagina macular a cultura do clã e da nossa comunidade só por uma criança...
- Bom... isso é verdade, existem outras crenças doentes, não é só ela que está sofrendo!
- o meu filho é forte irá melhorar rapidinho não preciso me preocupar com nada!
- o seu filho também está doente?
- isso é estranho todas as crianças estão doentes, será que é uma epidemia?
- não fala merda ! Se for isso os anciãos irão fazer o possível para cuidar das crianças.
- sim ! isso mesmo!
- concordo.
- só aquela mulher está desesperada! Que patético, realmente digna de pena.
Em um salão com um piso de barro vermelho a mulher andava, seus cabelos longos e avermelhados com manchas de cor marrom, rodopiavam entre si , encaracolando-se alguns homens estavam sentados de frente a uma mesa de madeira preto, os cavalheiros ali estavam sérios e nenhum deles falou nada quando ela se pôs diante deles.
Enquanto isso, em meio ao escuro uma porta estava aberta, uma voz em tom tristonho e agoniado fala ...
- mãe, cadê você?
Através da porta uma criança estava no chão, ele era um menino que tinha um inchaço em sua nuca, seu cabelo vermelho e preto era curto porém volumoso, ele se arrastava com dificuldade tendo faltas de ar, suando ele ficou fácilmente ofegante, ele continuou, até parar, ele começou a tremer, espumar pela boca, ele estava convulsionando.
Naquele momento sua mente só pensou em uma coisa, no rosto feliz de sua.
" Por favor mamãe não me abandone... "
Do lado de fora, nuvens se juntam cobrindo o sol, o vento soprou ainda mais forte, as pessoas na rua imediatamente notaram aquilo era uma tempestade!
Rapidamente todos se foram deixando a rua deserta.
A mulher saiu daquele lugar que parecia ser o centro da vila e a casa dos anciãos.
Seu olhar era furioso, e lágrimas de frustração escorriam de seu rosto.
- malditos, filhos da puta, espero que morram... eu só quero salvar o meu menino!
Um homem velho e gordo, observa ela com o rosto triste ele reflete.
" Se ela soubesse das consequências da cura talvez não se sentiria tão mal ... "
- mas isso infelizmente tem que ser mantido em segredo.
Ele voltou andando até a casa dando as costas para a mulher que já estava longe, ele deu um último olhar virando seu rosto com uma expressão abatida, ele então fechou a porta.
Horas atrás:
Ao redor da mesa havia três de seis anciãos, um deles era muito idoso e permaneceu em silêncio absoluto.
Um homem gordo com barba longa e grisalha falou em um tom forte cheio de autoridade.
- diga-nos Mandralena , o que busca entrando na casa de seus anciãos? Vamos responda agora rapidamente !
Ela baixou seu rosto, submissa , ela falou humildemente.
- o meu filho, está muito doente, ele sempre foi frágil e fraco, por isso... acredito que ele não vai aguentar até 18 anos ...
O mesmo homem lhe interrompe, abruptamente.
- hora... por favor! Era só isso ? Devaneios de uma mulher preocupada?
O idoso continuou em silêncio... e olha para o outro ancião, o mesmo fica em silêncio após falar, outro homem falou com voz calma.
Ele era magro usando um óculos com lentes grandes e extremamente quadradas, ele cruzou as mãos e em seguida gesticula enquanto falava...
- mandralena, já sabemos que há uma doença em nossa vila, estamos tomando as principais providências para tal coisa!
Ela sentiu um desconforto, desabando e falou gritando.
- vocês não entendem, ele não consegue andar, tem crises de desmaios, vomita todas as noites, ele não vai aguentar dessa maneira...
O ancião gordo se irrita com a insistência dela e fala lhe rebaixando, suas bochechas ficaram vermelhas enquanto ele dizia em tom firme.
- chega mandralena ! Não ouviu ? Já estamos cuidando disso, você já pode se retirar!
- é assim?!
Ela resmunga com a cabeça baixa, o desgosto era claro entre eles.
O homem gordo, porém ouviu as palavras dela e a provocou com deboche.
- como disse? Repita se tiver coragem!
Ela ergueu o rosto com uma expressão fria e falou olhando para ele.
- eu disse: é assim... se é assim que você vai tratar o seu próprio filho?
- mandralena!
O velho idoso então se levantou, ele era alto, muito alto, seu olhar era feroz, ele abriu a boca e falou com uma aterrorizante.
- escutem, ninguém tem o direito de se desrespeitar um ao outro aqui dentro! Senhora iremos lidar com o problema, e no caso do seu filho seja forte, pois não daremos tratamento especial a ninguém nem mesmo a um filho de um ancião!
Você pode ir embora agora.
Ele se senta, o silêncio foi uma marca violenta do idoso para mostrar respeito mas vento que o limite da conversa estava se acabando ele agiu , todos ficaram quietos, um homem também gordo aparece, suas roupas mostravam que ele era um mordomo , e então ele guia a mulher, agora amedrontada, para fora.
Após tudo isso...
Ela chegou em sua casa e limpa seu rosto, funga e em seguida suspirou, apertando a maçaneta da porta, ela tentou parar de estreitar seus olhos, ela fechou sua expressão e sorrindo abriu a porta, o vento se erguia junto do frio e flocos de neve começou a cair, ela adentrou pela cozinha e gritando em tom alegre.
- filho... a mamãe chegou, desculpa ter saído de repente, eu fui ver o médico pra você...
Ela foi até a sala para chegar até o quarto de seu filho.
Seu olhar ficou fixo, suas pupilas se dilataram, sua pele ficou arrepiada, seus dentes batiam uns com os outros, suas mãos tremiam, e delas caiam gotas de suor.
Seu filho estava pálido caído no chão em meio a uma poça de saliva e espuma.
Ela gritou , por instinto correu até ele...
- jacoby ...
Ela virou o pescoço dele, e viu um rosto no inchaço de seu filho, a pele ao redor daquilo ficou roxa púrpura, olhos amarelos surgiram expressando uma face contente.
" Isso não é uma doença… É um parasita ! "
A chuva de flocos de neve começou a ficar mais forte, neste momento os anciãos olhavam para a criança, o curandeiro o examinou por bastante tempo.
Os anciãos estavam perplexos porém ainda esperavam a confirmação do "especialista ".
